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Com 30 anos, álbuns do top afiliado rock nacional permanecem atuais;

Com 30 anos, álbuns do top afiliado rock nacional permanecem atuais;

O que há em comum entre os álbuns “Selvagem?“, dos Paralamas do Sucesso; “Cabeça Dinossauro“, dos Titãs; “Dois“, da Legião Urbana; “Rádio Pirata Ao Vivo“, do RPM; e “Longe Demais das Capitais”, dos Engenheiros do Hawaii? Todos foram lançados há exatos 30 anos, em 1986, e permanecem atuais e influenciando artistas de diferentes gerações e dos mais variados estilos.
Eles também indicavam novos caminhos para o rock brasileiro e mostravam que este estava muito vivo um ano após o primeiro Rock in Rio, o grande festival de música da década no Brasil. “Este foi um ano que viu lançamentos importantes e estes se viabilizaram comercialmente graças ao Plano Cruzado”, garante o jornalista Arthur Dapieve, autor do livro “BRock: O rock brasileiro dos anos 80”. O tal plano foi um conjunto de medidas econômicas lançado em 28 de fevereiro pelo ministro da Fazenda Dílson Funaro, no governo do presidente José Sarney, que, nos primeiros meses, provocou uma intensa onda de consumismo no país. Discos nacionais que foram lançados em 1986 Reprodução Capa do disco “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs Produzido por Liminha, Pena Schmidt e Vitor Farias, com imagens de Leonardo da Vinci na capa, “Cabeça Dinossauro” foi o terceiro álbum dos Titãs, marcou um amadurecimento da banda em estúdio – pela primeira vez os rapazes garantiam que haviam encontrado ali o mesmo resultado visceral que obtinham nos palcos – e foi resultante da prisão, no final de 1985, de Arnaldo Antunes e Tony Bellotto por porte de heroína. Com direito a canções hardcore, como “A face do destruidor”, e poesia concretista, “O que”, o disco representa um ataque a instituições como a família, o Estado e a polícia, entre top afiliado outras. E, se num primeiro momento as canções encontraram restrições nas rádios e televisões, caso de “Bichos Escrotos”, por conta de “vão se fuder”, que chegou a ter seu som apagado, rapidamente o LP tornou-se um importante e emblemático marco do rock nacional. Inúmeros garotos, que adoravam um som mais pesado do que o que os Titãs fizeram nos dois primeiros álbuns, se viram maravilhados com um disco que misturava vários estilos e tinha canções agressivas como “Polícia”. Entre eles, estava o paulista de São Bernardo do Campo, Andreas Kisser, então com 18 anos e que em muito em breve se tornaria guitarrista da mais importante banda de metal do país, Sepultura, que regravou justamente essa música no álbum “Chaos AD”, de 1993. No ano seguinte, Titãs e Sepultura dividiriam o palco do festival Hollywood Rock para tocarem a faixa ao vivo. “Eu escutei o ‘Cabeça’ com um amigo. Na época, eu era bem radical. Só escutava heavy metal, mas quando o escutei, comecei a ouvir coisas boas e com atitude em outros estilos. Posso dizer, então, que esse disco me deixou menos radical e me fez respeitar outros estilos”, comenta o guitarrista que tocou com os Titãs o álbum na íntegra num show em Santos (SP). “O ‘Cabeça’ é uma obra prima e até hoje quando escuto me dá uma sensação boa, nova. Ele ainda é muito atual. Não só nas letras, mas na sonoridade também”, acrescenta. E agradece: “Muito obrigado Titãs e Liminha por este disco maravilhoso que mudou a minha vida com certeza e para melhor. Ele é essencial para qualquer amante da música. Longa vida ao ‘Cabeça’”. Fonte: Uol

flashmix

julho 11th, 2016

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